22
mai
2016
Maria Elisa, 1 dia

Maria Elisa, 1 dia

O parto da Maria Elisa começou na semana 39 com pródromos quase indolores, que sinalizavam que a bebeia estava quase chegando e comecei a ficar ansiosa e, ao mesmo tempo, feliz, expectante. A cada contração, sentia que ela estava chegando. Foram 6 dias assim.

Escrevi essa carta para ela:

Oi minha pequena Maria Elisa, 

Todos os dias, quando acordo, sento-me na cama e espero a barriga se acomodar. Olho para baixo e te pergunto: “Será que você vem hoje? Eu já estou pronta para te receber.”

E, em segredo, com o coração, te revelo que, em breve, teremos um trabalho que é novidade para mim tanto quanto será para você. E que o faremos juntas num elo fisiológico, mas sobretudo num vínculo inexplicável que será só nosso durante todas as nossas vidas. Ali, nascerás pela primeira vez, enquanto eu renascerei como mãe e mulher pela segunda. 

Nunca estive grávida por tanto tempo e também não havia experimentado o “pode ser a qualquer momento”. Esperar por você me faz sentir aquele friozinho gostoso na barriga, aquela expectativa boa, aquele cheiro de café e pão com manteiga quando acordamos, o cheiro de terra molhada enquanto surge um arco-íris no céu, o calafrio de quando estamos prestes a pular dentro de uma cachoeira gelada.  

Quando seu irmão nasceu e fui mãe pela primeira vez, escorreu pela minha mão a ilusão de controle e segurança. A vida ficou mais real, mais presente e mais urgente depois que aprendi com ele a mergulhar no desconhecido e experimentar a novidade de cada dia e suas surpresas imprevisíveis. E me trouxe a tranquilidade para te esperar sem ansiedade e medo, com muito amor e humildade, reconhecendo que a vida é um milagre do qual participo, mas que ultrapassa a minha própria vida e os planos que faço.  

Venha minha pequena! 

#vemMariaElisa #39weeks

Antes dela nascer, tive um fds bem agitado e fiquei o domingo inteiro na piscina em companhia de bons amigos. Foi mega relaxante. Achei que a pequena viria na segunda-feira, mas não senti nada e segui a rotina normal: cuidados com o Rafael, a casa e o trabalho. Ao fim do expediente, disse até amanhã se a Maria Elisa não nascer. Busquei o menino na escola e fui à livraria com ele escolher alguns livros. Eu queria fazer isso antes dela nascer e deu tempo, mas foi por um triz. Ufa!

No dia seguinte, terça-feira (17), completei 40 semanas. Acordei pouco antes das 6h sentindo umas contrações levemente dolorosas e irregulares. Achei que a Maria Elisa poderia nascer, mas podia ser um alarme falso. Avisei a enfermeira obstétrica e a doula que poderia ser naquele dia para ficarem preparadas. Avisaria se as contrações ficassem regulares. Passei toda a manhã sentindo essas contrações irregulares ao lado do Rafael enquanto assistia TV e fazia crochê.

Depois que o Rafael foi para a escola, resolvi não ir trabalhar e deitar um pouco. As contrações ficaram mais fortes e levantei para almoçar, quando senti uma contração bem forte e pensei: “essa é só a primeira e já não estou aguentando. Imagina quando realmente engrenar?!”.

Por volta de 15h, pedi para que o marido e a doula Fernanda viessem porque a festa ia começar.

Quando a doula chegou, por volta de 16h, eu senti tanta alegria. Quis dar um pulo e abraça-la. Eu não estaria sozinha a partir dali. Mas não consegui me mover do sofá, tão fortes estavam as contrações. Ela passou a medir a frequência delas e eu foquei em me concentrar nas ondas… em sentí-las e em permitir que o meu corpo trabalhasse para o parto, ainda que dor.

Pedi ajuda para experimentar o chuveiro. Diziam que água quente aliviava a dor. Fomos e eu senti que podia dominar as contrações. Não queria sair dali nunca mais. As contrações vinham, eu vocalizava e elas passavam. Achei que as estava dominando. Estávamos dançando juntas. Mas eu as subestimei… era só o começo e eu ainda ia me surpreender com a imensa dor que viria.

Antes de ir para o chuveiro, as contrações vinham de 3 em 3 min, e duravam cerca de 40s. Enquanto estava lá, as contrações diminuíram o ritmo e passaram a vir de 5 em 5 min.

Por volta de 18h, a enfermeira obstétrica chegou e avaliou minha dilatação: 2,5cm a 3cm. Desanimei. “Ainda falta uma longa montanha para escalar”, pensei. Mas tudo bem. 3cm não era tão mal assim. Se demorasse 1h por cm, então o TP iria se desenrolar noite a dentro e até a madrugada.

Parei de pensar nos centímetros. Tentava me concentrar apenas em respirar profunda e lentamente aceitando as ondas que me banhavam de dor. Continuamos ouvindo Norah Jones, a luz de velas enquanto as contrações vinham e iam cada vez mais intensas. Ora eu me prostrava no sofá, ora me levantava para bailar com as contrações. Não tinha mais noção da passagem do tempo e quis voltar para o chuveiro e a bendita água quente.

Quando sentei no banco embaixo da água morna, as gotas pareciam espinhos e não consegui ficar ali nem uma contração. Quando me levantei, veio outra contração muito forte e gritei: “Ela está saindo”.

Fui para o quarto e a Enfermeira Obstétrica avaliou a dilatação: 8cm. Quase não acreditei. Era verdade isso. Estava chegando ao fim. No quarto, tentei várias posições, mas cada uma era mais dolorida e pior que a outra. Só conseguia ficar em pé, abraçando o pescoço do Nego e fazendo toda a força que jamais pensei que tinha em direção a dor que empurrava para baixo.

Nesta hora, o Rafael ouviu meus gritos (sim gritei feito bicho e chorei feito criança) e veio do quarto dele ver se eu estava bem e dizer que me amava. Dali em diante ficou ao meu lado e viu a irmã nascer.

Após umas 5 ou 6 fortíssimas contrações, a bolsa estourou e era como se delicados dedos estivessem abrindo passagem para a cabeça que logo coroou e saiu, dando passagem ao corpo que escorregou. Ploft. Alívio.

Às 20h53, do dia 17 de maio de 2016, Maria Elisa saiu de mim, depois de 40 semanas de descobertas, sensações, expectativas, amor e gestação. Era o milagre da vida como Deus o concebeu. Natural, sem intervenção, sem medo e nem culpa. Só amor.

Ela veio para o meu peito e mamou por cerca de 40 minutos e depois foi examinada pela enfermeira neonatal e teve apgar 9/10, com 3.220kg, 49,4 cm.

Muito obrigada a toda equipe da Casa Humaniza e a doula Fernanda. Vocês foram essenciais neste processo!

Muito obrigada ao marido que me sustentou no expulsivo.

obrigada a toda família  que compreendeu porque não avisei ninguém que teria um parto domiciliar.

Obrigada a minha sogra que tem sido mãe cuidando de mim no resguardo.

Muito obrigada a tanta gente que me presenteou com roupinhas, coisinhas e, principalmente, carinho, palavras, amor e expectativa por essa garotinha forte e serena. Seria impossivel nomear todos, mas tenho muita gratidao por cada um.

Muita gratidão a Deus que me concedeu a graça de ser mãe pela segunda vez e receber mais um anjinho no meu lar e no meu coração.

Bjos,

VdM


Mamãe, eu quero você!!!
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Estou grávida!!!

22
abr
2016
36 semanas

36 semanas

Já estamos na 36ª semana do baby 2. Graças à Deus, tudo indo muito bem e bebeia mexendo bastante aqui dentro. A barriga está enorme, mas muita gente a minha volta diz que não cresceu tanto. É uma barriga pontuda e redonda. (Para alguns, é típico de barriga de meninas, para outros, exatamente o tipo de barriga de meninos. hehehe) A minha meta era engordar apenas 10kg em toda gestação, mas já ganhei esse peso. Acho que vou ficar perto disso. Oremos!

Já sonhei com a bebeia 2 vezes e também com o parto, mas não estou ansiosa, talvez porque ainda faltam preparar muitas coisas para a chegada dela e, por isso, tenho estado meio introspectiva e preocupada com o que preciso organizar até o parto.

Trabalhar fora e dentro de casa, cuidar do Rafael, fazer pré-natal, organizar tudo para a chegada da bebeia, resolver problemas pessoais e muitos compromissos sociais e na Igreja, com barriga e menino cheio de energia a tira colo está sugando minhas energias. O cansaço bateu forte. Não por acaso, o blog está desatualizado há tempos. E, no último mês, passamos uma semana bem difícil com todos gripados em casa.

Não consigo dormir direito, principalmente, por causa da azia, mas também é bem difícil encontrar uma posição confortável. Nesta gravidez, sinto uma pontada de dor na lombar, ao apoiar a perna direita, umas agulhadas eventuais na virilha (talvez a bacia se abrindo, sei lá), que não sentia na gravidez do Rafael. Acho que os anos a mais estão dando o recado.

Estou sentindo uma fome infindável, e tentando me segurar para não comer loucamente tudo que aparece na minha frente. Confesso que, na maior parte das vezes, não consigo resistir. E quando chega a noite e sinto tanta azia que é impossível ficar deitada, bate o arrependimento de ter colocado pra dentro tantos pães, chocolates e derivados de leite (esses são os alimentos mais “aziáticos” para mim). E nas madrugadas insones, faço a promessa, que acabo quebrando no dia seguinte, de me controlar mais e não comer tais bombas de efeito ácido e de queimação.

Por um lado, o Rafael está só amores comigo e com a barriga da irmãzinha. Diz o tempo todo que me ama e abraça a barriga e faz carinho e denga a irmãzinha. Está super apegado comigo e eu amo esse apego, muitos beijos e abraços, conversas e invenções de brincadeiras, músicas e histórias. Vejo nele um pequeno rapazinho, cheio de energia, cada vez mais independente, crescendo saudável e multiplicando sempre o amor que temos um pelo o outro.

Mas por outro, sinto que ele tem alguns momentos difíceis (ligados ou não a essa nova fase), que me preocupa um pouco e me desafia a me superar em paciência e amor; a me desdobrar para entender as suas necessidade e ajudá-lo a amadurecer com amor e confiança. Com ele, serei sempre mãe de primeira viagem tateando no escuro a forma de ser a melhor mãe que eu puder ser para ele. Cada pedacinho de mim está ligado a ele de uma forma tão especial, tão única, tão assustadoramente forte que me eleva e me apequena ao mesmo tempo. É um amor tão forte, tão poderoso que até dói.

Apesar do que falta organizar, o mais importante, já temos: muito amor e um lar cheio de expectativas boas para a chegada dessa pequena. E sei que essa nova vidinha vai alegrar ainda mais nossos dias e será um grande presente para todos nós e também para o Rafael.

Essa semana, o Nego tirou umas fotinhas da barriga:5

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E aí, gostaram?

Bjos,

VdM


Primeiras palavras...
A boa mãe se torna desnecessária com o tempo
Entrevista com Célia Porto - Musical infantil: I'll be there - Michael Jackson
21 semanas (5 meses)

08
abr
2016

 

nomes

A escolha do nome do filho é tão pessoal, tão importante e tem tantos significados. Eu não sou daquelas que já escolheu o nome dos filhos antes mesmo de ter pensado em ser mãe. E para piorar, eu e o Nego nunca concordamos com os nomes que o outro quer. É um dilema. As negociações são longas… e passamos meses até decidir o nome do Baby2.

Eu não tenho muitas regras para escolher. Eu apenas sinto e deixo meu coração me guiar. Mas gosto que sejam nomes com grafia em português (ninguém merece passar a vida soletrando o nome); não sejam vexatórios e nem cacofônicos por motivos óbvios; sejam simples e fortes; não gostava muito de nomes compostos, mas meu coração me guiou para um nome composto nesta gestação. O nome escolhido para o Baby2 é Maria Elisa.

E, de certa forma, os nomes Rafael e Maria Elisa dizem algo do tempo que vivi/vivo essas gestações.

Com o nascimento do Rafael, enfrentei muitos medos e traumas e passei por um processo de cura emocional doloroso e muito forte, e a vida dele para mim é exatamente Deus me curando, assim como o significado do nome dele: “Deus cura”. A vida dele é semelhante a bênção que Jacó roga ao Senhor, após conhecer a sua debilidade numa noite de luta com Deus. E Deus lhe concede. Assim é a vida do Rafael na minha vida: uma bênção de Deus, que cura. (Gn 32) Chego a me emocionar quando penso nisso. Não há nada pelo qual seja mais grata a Deus do que a vida dele.

E, hoje, soube que Elisa: Significa “o meu Deus é um juramento”, “Deus é abundância” ou “alegre”. E Maria: Significa “senhora soberana”, “vidente” ou “a pura”. A minha relação com essa criança ainda é recente, mas eu a sinto exatamente como uma promessa/juramento de Deus de abundância e alegria.

Não escolhi o nome pelos significados, mas pelo coração. Mas o significado traz esse diálogo de amor que Deus trava comigo e que revela em meu coração.

 

Bjos,

 

VdM


Mãe de dois: um no céu e um na Terra
O 2º trimestre: a lua de mel da gravidez!
É Menino ou Menina?
3º trimestre – o cansaço que dá... e fotinhas

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10
jan
2016
5 meses

5 meses

Chegamos a metade da gestação. Uhuuuu!

O sono sem fim deu uma trégua e até me sinto mais bem disposta além de uma fome voraz. Não há comida no mundo capaz de me saciar.

Sinto a pequena mexer desde a 15ª semana e senti-la é a coisa mais emocionante da gravidez! É a certeza de nunca estar sozinha. Enquanto ela cresce aqui dentro, faz crescer o amor que gero com ela.

Ainda não decidimos o nome, mas espero que em breve possamos anunciar. Ainda há tantas coisas para preparar que nem sei por onde começar. Fiz uma lista, mas não concluí nenhum item.

Bjos,

VdM


Herança de família...
A saga da escola perfeita - Parte II
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A boa mãe se torna desnecessária com o tempo

15
dez
2015
Jaque 30!

Jaque 30!

“(…) além de todas as vantagens de sua posição, a mulher de trinta anos pode fazer-se jovem,
representar todos os papéis, ser pudica, e inclusive tornar-se mais bela com uma infelicidade.
Entre as duas há a incomensurável diferença entre o previsto e o imprevisto, a força e a fraqueza.
A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não ser, nada deve satisfazer.”
A mulher de 30 anos, Honoré de Balzac
Já faz mais de 10 anos que li esse trecho sobre a mulher de 30 anos. E, hoje, aos 30, sinto-me Balzaquiana. A minha personalidade, as minhas ideias e ideais, os meus princípios e valores, que germinavam em broto, aos 15 anos, hoje, florescem com raízes fortes na Jaqueline de 30 anos.
Ainda convivo com a insegurança e carência, que marcaram a minha adolescência, mas na Jaqueline de 30 anos, são como velhas companheiras de guerra, que volta e meia reaparecem e que me ajudam a ser mais sensível. São pequenas vulnerabilidades que, quando pulsam por dentro, me levam à introversão por um tempo de silêncio e reflexão.
Os longos cabelos se tornaram curtos. Finalmente, sinto-me em sintonia com o meu estilo meio despojado de vaidade ou, por que não dizer, com uma vaidade própria, meio desenvaidecida da moda alheia. Quando me olho no espelho vejo uma imagem em harmonia com o que sinto e que reflete mais quem sou, pelo menos na maioria das vezes (na TPM, não é bem assim).
Não tenho o corpo malhado ou a barriga travada, nem nunca terei. E não desejo outro padrão de beleza que não o meu. Ainda quero perder alguns quilos, mas nunca me senti tão segura e feliz com o meu próprio corpo como agora.
Unida ao corpo do meu Nego, sou esposa. E juntos, nossos corpos fizeram brotar outra vida que, no meu corpo, gerei e amamentei – graças divinas que Deus me concedeu. E com esse corpo e alma, sou mãe. E gesto outra vida.
Meu coração descansa com mais tranquilidade nos braços de Deus, nos momentos de dificuldade, porque há 30 anos Deus tem se mostrado presente de forma concreta na minha vida, me ensinando a confiar e a ter fé.
Aos 30, é como se cada pedacinho de mim, cada experiência, dúvida ou medo tivessem encontrado a harmonia na pessoa que sou hoje, com autenticidade e fidelidade. Sinto-me especialmente livre para ser eu mesma, sem muito medo de rejeição, porque eu mesma já aceitei e já conheço bem quem sou, ainda que haja muito por conhecer. Que venham pelo menos mais 3 vezes 30 anos.
Feliz aniversário para mim! hehehe
Bjos,
VdM
PS: Já estou com 18 semanas e desde a 15ª sinto de leve a minha pequena se mexendo.

Porque você é incrível!!
Mamãe, eu quero você!!!
A saga da escola perfeita - Parte II
Reflexão de mãe e 4 anos de Rafael

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08
dez
2015
Desenho feito pelo Rafael com o bebê na barriga da mamãe!

Desenho feito pelo Rafael com o bebê na barriga da mamãe! (Papai à esquerda e Rafael à direita)

Nestes últimos meses, a pergunta que mais ouvi é se eu já sabia o sexo do bebê. Eu não me lembrava que isso causava tanta ansiedade nas pessoas e confesso que eu estava muito tranquila, sem ansiedade alguma. Menino ou menina seria muito bem vindo(a). E até achava estranho que isso causasse tanta expectativa.

Eu queria tanto um menino como uma menina. Gosto tanto de ser mãe de menino que uma figurinha repetida seria a maior alegria. Por outro lado, uma menina ia empatar o jogo aqui em casa e me conduzir por um mundo de novas descobertas ao cuidar também de uma menina

Na gravidez do Rafael, eu achava que seria um menino e acertei. E nessa gravidez, eu só conseguia pensar no bebê como menina. Quando me dava conta, já falava com o bebê como se fosse uma princesinha. Só pensei em nomes de menina. Não era uma preferência por menina. Era um pressentimento, uma sensação, uma certeza materna. Talvez esse mesmo dom que vai me guiando no escuro para educar o Rafael, essa intuição conferida às mães para sentirem seus bebês. Essa inexplicável conexão visceral entre mãe e filho.

E, assim como na gestação do Rafael, com exatas 17 semanas, (rufem os tambores) descubro que esperamos por uma menina!

Agora, façam suas apostas quanto ao nome. (aqui a negociação é uma parada séria!)

Bjos,

VdM


Fica aqui só mais um pouquinho
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Dia dos namorados - carta de amor

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28
nov
2015
Foto de 7, 12 e 15 semanas

Como cresceu!

Dizem que o 2º trimestre é a lua de mel da gravidez, porque o desconforto do 1º já passou e ainda não estamos tão barrigudas e cansadas como no fim da gestação. Estou na 15ª semana e o 1º trimestre acabou oficialmente e vamos que vamos que ainda faltam 2.

Nesses primeiros meses, eu me arrastei tentando dar conta de todas as minhas obrigações: acordei tarde e não arrumei a cama, deixei as roupas sujas se acumularem e não briguei (tanto) com o Rafael para arrumar os brinquedos, preparei só arroz, feijão e carne (muitas vezes, ovo), não fui ao mercado, deixei a fruteira vazia e a pia cheia de louças (mil pontinhos para o marido que as lavava quando voltava da faculdade). Assisti e deixei o Rafael assistir mais TV do que no resto do ano todo. Perdi a paciência com ele mil vezes. Mas, enfim, sinto que minhas energias estão um pouco mais carregadas nesse início do 2º trimestre.

As minhas calças estão começando a apertar e já usei algumas vezes as minhas calças de grávida, velhas companheiras! Hehe. Não me lembrava do quanto eram confortáveis!

Externamente, e em quase todos os aspectos, essa gravidez se parece com a outra: sono, sono, cansaço, cansaço. Mas hoje, eu tenho muito mais obrigações e também muito mais tranquilidade. Sempre que imaginava um outro filho, eu me fazia uma promessa secreta: na próxima vez que eu engravidar, será diferente: não serei tão neurótica e preocupada com coisas que não aconteceram e talvez nunca venham a acontecer. Eu realmente vou curtir e viver essa dádiva que é gerar um vida e guiá-la por esse mundo até a maturidade.

E nessa gravidez, estou em paz. Estou ocupando-me do presente exatamente como um presente, deleitando-me com ele. Sem preocupar-me com o futuro e nem com o passado. E, por isso, eu me permiti sentir todo esse sono e cansaço e entregar-me a eles sem culpa. É o meu presente. E, nele, sinto paz, confiança e amor, mesmo no turbilhão de coisas a fazer e inevitáveis dores e sofrimentos. Quando a dor vem, faço silêncio e rezo!

Tecnicamente, já é possível saber o sexo do bebê, mas não estou nem um pouco ansiosa… menino ou menina… o que importa é que é meu filho(a) e já é muito amado(a). Quando souber, saberei. Sem ansiedade!

Ainda não comprei nada para o bebê. E estou prevendo gastar muito pouco dinheiro. (Depois conto quanto gastei e o que comprei para o enxoval) Agora são 2, né? Não posso e nem quero me dar ao luxo de desperdiçar. Mesmo que eu tivesse dinheiro sobrando (o que NÃO acontece), estou cada vez mais convencida a viver de modo simples por fora e por dentro. Não quero a prisão de trocar de carro, de celular, de (coloque aqui o brinquedo que vc quiser) todo ano. Afinal, o que me enriquece mesmo é a vida do Rafael, do baby2, do Nego: a família que somos juntos. É ver o Rafael crescer uma criança muito amada e querida em um lar harmonioso, que crê em Deus e esperar pela vida também muito amada do baby 2. Gratidão sem fim a Deus por tudo isso.

Uma amiga me marcou neste vídeo e quero oferecê-lo a todas as grávidas. É lindo e não precisa segurar o choro se o olho marejar….

Bjos,

VdM


Educação é Amor
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Estou grávida!!!
Jaqueline de 30 anos - Parabéns para mim!!!

31
out
2015
Estou grávida!!!

Estou grávida!!! *

De repente sinto-me tão cansada e sonolenta, meio diferente e tudo que quero é ficar quietinha. O silêncio passa a ser meu refúgio… Vamos logo fazer esse teste e tirar a dúvida. Aquele tracinho… o 2º tracinho, sempre é mais claro, mas quando aparece, não há dúvida: tem nenê aqui.

Não sei se comemoro ainda. Não sei se falo ainda. Impossível não lembrar que já perdi 2. E, então, BHCG positvo: 5 semanas! Emoção engasgada e medo!

Tenho ainda alguns medos quanto a ser mãe de 2. Como será? Não acho que dobre o trabalho, mas se dobrar? Sinto-me mais preparada hoje, mas nunca se sabe. Apesar de todas as preocupações, estou muito tranquila e muito, muito feliz. Os meninos também estão!!! Não dá para explicar o quanto sinto gratidão e paz pela vida do Rafael e por este baby 2.

Há um milagre acontecendo dentro de mim. Deus me concedeu gerar mais uma vida em meu ventre. No silêncio, a vida nasce. Em silêncio quero ficar tecendo a vida que cresce em mim. Afasto-me de qualquer barulho. Tudo parece insignificante diante do trabalho interior e silencioso que ocorre milagrosamente no meu útero.

E na 1ª ecografia, o silêncio se quebra com as batidas fortes daquele borrãozinho que pulsa como um tambor! Está tudo bem! Posso anunciar: grávida pela 4 ª vez!!!!

Já estou com 11 semanas ou 2 meses e meio. Neste início, o de sempre: muito sono e cansaço. Desânimo também. Não tenho enjoos ou problemas com cheiros, comidas ou pasta de dente. Às vezes, sinto um pouco de azia… Ainda não ganhei peso (pelo menos até a última semana), mas sinto meu corpo mais arredondado na cintura.

Estou aproveitando para vestir todas as calças que mais gosto, porque em breve elas vão ficar empoeirando no guarda-roupa.

Todos os dias pela manhã toco o meu ventre esperando encontrar aquela bolinha um pouco maior que no dia anterior. Hoje, passei um bom tempo olhando as poucas fotos da barriga da gravidez do Rafael… e aí vai a primeira foto da barriga do baby 4, com 7 semanas:

7 semanas

Logo posto mais fotinhas e vou contando sobre a gestação.

Bjos,

VdM

*Foto inspirada na Lucinha do blog Senta que lá vem história.


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30
ago
2015

Parabéns para o Rafael!!! êba!!! meu menino está crescendo!!!

Hoje, meu pequeno completa 4 anos. O tempo é uma dimensão meio fictícia, meio inexata, elástica, por assim dizer. Se estica e se comprime de acordo com a situação. Os mesmos 4 anos que parecem ter passado num piscar de olhos, representam uma vida inteira do Rafael e da mãe que sou e da pessoa que me tornei depois disso. A pessoa que eu era antes de ser mãe parece habitar outra dimensão do tempo. E a maternidade, de alguma forma, é como um portal que me conduziu à pessoa que sou hoje.

Já li e continuo lendo muitos livros, textos, artigos e depoimentos sobre maternidade, educação e criação de filhos, mas é no cotidiano diário de tentativas e erros, na vontade genuína de fazer o meu melhor para guiar o Rafael nesse caminho bonito de amadurecimento, que é a vida, que eu realmente aprendo a ser humana. São nos erros que cometo diariamente, nos gritos que não queria dar, na preguiça que venço, nos livros infantis que leio, no desânimo que não me impede de cuidar, no levar e buscar da escola, das aulas de música, com ponteiro correndo, no dormir ao lado do Rafael enquanto leio para ele, e em tantos detalhes cotidianos de amor que o meu coração esquenta e me transformo numa pessoa melhor.

Aos 4, o Rafael é cada vez mais um rapazinho. Ele é bem tagarela, desde os 8 meses, e meio bicho grilo como o pai (sempre com uma música entre os lábios e um batuque nas mãos) e agora sismou em dizer que eu canto fora do ritmo (vê se pode? Nem tamanho tem a criaturinha!). Ele tem uma alma livre demais e tanta energia que parece um pequeno furacãozinho mexendo em tudo, ou subindo, ou pulando, e sobre tudo perguntando. Tem um jeito aéreo de ignorar o mundo (incluindo a mim, para o meu desespero) quando está focado.

É quase impossível fazê-lo desistir de algo que atiçe a sua curiosidade, mesmo que ele esteja cansado e com sono, mesmo que a hora esteja avançada, mesmo que seja perigoso, mesmo que eu grite, mesmo que eu implore. Nessas horas, é melhor esquecer o relógio, a obrigação ou o que quer que seja e deixá-lo entreter-se com o grande artefato da vez, seja uma pedrinha, um galho, um inseto morto, uma folhinha, um rabisco qualquer na calçada, ou uma flor. E dessa forma, ele meio que me ensina a reparar mais no mundo a minha volta do que na hora marcada, na louça a ser lavada ou no almoço por fazer, e me mostra a beleza da paisagem que não noto sem a ajuda de seu olhar atento. (li este texto do Lar Montessori, que explora bem essa capacidade fenomenal das crianças de notar tudo pela primeira vez)

É igualmente impossível fazê-lo ficar sentado em silêncio. Algo dentro dele vibra ininterruptamente, fazendo-o sempre fiel à sua própria essência ativa, que faz dele a alma livre que é. Transmite tanta luz e brilho no olhar que me contamina diariamente. Ele perdoa tão facilmente como uma lágrima que seca sem deixar vestígio da dor que a causou.

Outro dia, eu estava um pouco arrependida por ter gritado com ele e então pedi desculpas. “Não tem problema, mãe.” Então, perguntei por que não tinha problema. “Não tem problema porque eu gosto de você.” É assim que ele me ensina a perdoar.

Quando acha que estamos tristes, nos fita nos olhos insistentemente e sorri, nos obrigando a retribuir aquele sorriso espectador. Tão espoleta e tão carinhoso. Tem um jeitinho todo especial de suspirar, enquanto diz: “Ah, mãe… eu te amo.” E meus olhos se enchem de lágrimas quando o observo em silêncio agradecida por ter exatamente essa vida em que ele, o Nego e eu somos juntos.

Só desejo que ele saiba o quanto eu o amo e o quanto a vida dele signfica para mim, apesar de todas as falhas que cometo todos os dias.

Feliz aniversário, meu pequeno!


Bebê de apartamento
Disciplina Positiva - uma introdução
Como viajar sozinha e não ficar só pensando no filho - dicas
5 lições para educar filhos que aprendi com o filme "As aventuras de Peabody e Sherman"

13
jul
2015
Sr. Peabody e Sherman

Descubra porque precisa ver esse filme

Às vezes, fazemos uma sessão de cinema em casa nas sextas-feiras. O Rafael pega o controle e escolhe o filme (do netflix) para toda a família assistir junto. Fico ao lado dizendo: “Esse não.”; “Esse é chato.” e vamos assim até que ele escolha um filme adequado para a idade dele.

Outro dia, ele escolheu “As aventuras de Peabody e Sherman”, um filme de 2014, produzido pela Dreamworks e dirigido por Rob Minkoff. Bem resumidamente, trata-se de um cachorro super inteligente (tipo nerd mesmo, um Steve Jobs de quatro patas) que adota uma criança e cria uma máquina do tempo para ensiná-lo sobre História. “Nada se compara a aprender as lições da História em primeira mão, não é Sherman?”, afirma o Sr. Peabody logo no início da animação.

Veja o trailer:

Eu não conhecia o filme e não tenho muita paciência para filmes em que bichos se comportam como humanos, mas achei que não seria ruim. E foi aí que me surpreendi. Toda a família aprovou o filme, que além de cativante e muito bem feito, traz algumas lições para a relação entre pais e filhos: (spoiler a partir daqui)

1) Adoção: O próprio Sr. Peabody foi um cão abandonado e que nunca foi adotado por nenhum menino, justamente por ser inteligente de mais e ter dificuldade em demonstrar afeto. Vai ficando no abrigo de cachorros e decide estudar, se forma em Harvard, ganha o prêmio Nobel e constrói um império.

Um dia, encontra um bebê abandonado e decide adotá-lo lembrando do seu passado de abandono. “Se um menino pode adotar um cão, não vejo porque um cão não pode adotar um menino”, conclui a sentença favorável do juiz de adoção.

Tenho pensado em adoção, ainda nada concreto, mas me toquei para o fato de que não só casais que não podem ter filhos deveriam adotar, mas… é um papo para outro post!

2) Ensinar os filhos é divertido: Com a máquina do tempo inventada pelo Sr. Peabody, os dois vivem as maiores aventuras no Egito antigo, dentro do Cavalo de Troia, na casa de Leonardo da Vinci, num papo com George Washington, entre outros. Criam uma bagunça histórica, voltam no tempo em que já vivem, se encontram consigo e criam um “paradoxo no espaço-tempo contínuo”.

Não temos uma máquina do tempo, mas os livros, os museus, os filmes, e tantas outras coisas são oportunidades incríveis para ir apresentando o que conhecemos do mundo para os nossos filhos e, ao mesmo tempo, nos divertir, fortalecer o vínculo, viver um tempo bom ao lado deles.

Aprender é divertido, gente. Eu, pessoalmente, acho! Além disso, associar o aprendizado com afeto (dos pais, em especial) é tipo queijo e goiabada, Romeu e Julieta, Claudinho e Bochecha, feijão com arroz, ou seja, tudo a ver!

3) Perdão: No primeiro dia de aula de Sherman na escola, o seu conhecimento causa muito ciúme na garotinha Penny, que se sente ameaçada pelo novo aluno CDF (ainda chamam assim os alunos super inteligentes?!). Depois de provocá-lo, eles brigam e acabam na secretaria. O Sr. Peabody é chamado à escola e, na minha opinião, toma uma decisão tão madura, humilde e generosa, que é uma das lições mais bonitas do filme.

Sem nutrir qualquer sentimento de mágoa pela atitude de Penny e, após repreender Sherman por ter agredido a garota, o Sr. Peabody convida a Penny e seus pais para um jantar em sua casa e faz de tudo para promover a reconciliação entre os dois.

Os pais da garota estavam resistentes e cheios de reservas em relação ao jantar, mas o Sr. Peabody usa todas as suas habilidades para agradá-los: prepara ele mesmo um jantar sofisticado, toca inúmeros instrumentos, faz massagem, faz drinks especiais e conquista de forma sincera os seus convidados. Além disso, insiste para que Sherman seja legal com a garota, afirmando que “Todo grande relacionamento começa de um ponto de conflito e cresce para algo mais rico”.

Acho que teríamos um mundo melhor se resolvêssemos nossos conflitos com perdão e generosidade, oferecendo ao outro as nossas melhores habilidades…

4) O que falamos sobre nossos filhos podem limitá-los: Em um passeio pela Itália, o pequeno Sherman dispara num voo da asa-delta projetada por Leonardo da Vinci e, após receber o incentivo de sua amiguinha Penny, pilota o artefato e voa livremente pelos céus. Quando seu pai, o Sr. Peabody, o avista, diz categoricamente: “Sherman, você não sabe pilotar.” Então, Sherman solta o controle dizendo: “Eu não sei pilotar.” E cai.

Essa cena ficou martelando na minha cabeça. Quantas vezes dizemos aos nossos filhos que eles não dão conta, que não sabem fazer ou simplesmente não damos uma chance para que eles tentem, porque temos medo que eles caiam, se machuquem, se sujem… e, agindo assim, fazemos com que eles caiam.

4) Paciência: Sherman, como toda criança, causa muitas confusões, com o agravante de que ele faz isso em diversos períodos históricos. Em todas essas ocasiões, o Sr. Peabody dá um show de paciência e amor, e vai ajudando Sherman a resolver os problemas que ele cria. E, no fim do filme, é justamente uma ideia de Sherman que os livram da maior confusão histórico-tempo-espacial.

Nem preciso dizer que os filhos nos dão oportunidades infinitas para exercitar a paciência, essa linda!

5) Filhos nos transformam: O Sr. Peabody é muito inteligente e tem um bom coração, mas tem muita dificuldade em demonstrar afeto (como tantos de nós, não é mesmo?). Tem um fato marcante em que isso transparece: Sherman não deveria chamá-lo de pai, mas de ‘Sr. Peabody’, bem impessoal e formal. Além disso, usa a fria frase “Tenho muita consideração por você”; ao invés de “Eu te amo”.

Aí na cena final do filme, essa carapuça de impessoalidade se quebra quando o Sr. Peabody, meio inseguro, se arrisca num “Eu te amo” dirigido ao menino. Filhos nos transformam mesmo! E como!

Nem só de Marvel é feita a sessão de cinema infantil. Fica a dica!

Bjos,

VdM


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